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domingo, 27 de novembro de 2016

Cidadania: As ideias de liberdade e igualdade

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Thomas Hobbes (1588-1679)

Leviatã é o livro mais famoso de Thomas Hobbes.
u  Ser humano naturalmente iguais, e para controlar excesso de liberdade, que lutam uns contra outros na defesa de interesses individuais.
u  Contrato (acordo) – para evitar a autodestruição todos os membros da sociedade devem renunciar à liberdade e dar ao estado o direito de agir.

John Locke (1632-1704)

u  Livro: dois tratados sobre o governo.
u  Homens livres e iguais (com propriedades)
u  Formar um pacto.
u  Estabelecer uma sociedade política.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)

u  Livro – Contrato Social
u  Igualdade só tem sentido baseada na liberdade.
u  Igualdade Jurídica – “todos devem ser iguais perante a lei”.

Europa XVIII - Igualdade perante a lei?

u  Criava –se um direito igual para desiguais.
u  Não nasciam iguais e livres.
u  Mas teriam os mesmos direitos perante a lei.
u  Leis de igualdade feita por quem dominava a sociedade.

http://onebase.com.br/noticia/nova-andradina/35,232484,lei-visa-instituir-pol%C3%ADtica-para-promo%C3%A7%C3%A3o-da-igualdade-racial-e-da-cidadania


Igualdade

u  Ameaça aos privilégios sociais aa burguesia e aristocracia,
u  Discutia-se a liberdade podem conviver ou se eram uma antítese insuperável.

A sociedade capitalista

u  Funciona e se desenvolve movida pela desigualdade
u  A liberdade foi apregoada coloco o maior valor
u  Deixando a igualdade de lado.
http://liberdadeecidadania.blogspot.com.br/2011/03/despertar-o-pais-sim-mas-como-antes-do.html













Karl Marx (1818 -1883)

u  O trabalhador como membro de uma classe, não se identifica como cidadão.
u  A ideia de cidadania passaria pela luta de classes. (Interesses diferentes entre as classes sociais).
u  Luta contra os privilégios de uma classe social representando a elite capitalista.

Émile Durkheim (1858-1917)

u  Cidadania vinculada a ideia de coesão social,
u  Estabelece uma base na solidariedade orgânica,
u  Gerada pela divisão do trabalho e se expressa no direito civil.
u  O indivíduo desempenha diferentes funções integrado numa sociedade que se apresenta como organismo estruturado.
u  Seu papel como cidadão é cumprir suas obrigações
u  Desenvolver uma pratica social que vise a integração.
u  Levando em conta as leis e a moral o indivíduo desenvolve plenamente sua cidadania.


http://rubenval.blogspot.com.br/2013/11/igualdade-vs-equidade.html



TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o ensino médio. Volume Único. 3. ed. São Paulo. Saraiva, 2013.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Cidadania


Um dos fundamentos do regime democrático é o conceito de cidadania.  Segundo o sociólogo Herbert de Souza (Betinho).
“Cidadão é um indivíduo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade. Tudo o que acontece no mundo, acontece comigo. Então eu preciso participar das decisões que interverem na minha vida. Um cidadão com um sentimento ético forte e consciente da cidadania não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação (...)
A ideia de cidadania ativa é ser alguém que cobra, propõe e pressiona o tempo todo. O cidadão precisa ter consciência de seu poder”.



A cidadania está diretamente vinculada aos direitos humanos, uma longa e penosa conquista da humanidade que teve seu reconhecimento formal com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada em 1948 pela Organização da Nações Unidas (ONU).
 Direitos que devem ser garantidos na forma da lei, como educação, saúde, segurança, salários dignos, programas sociais, previdência social, emprego, distribuição de renda, moradia, saneamento, etc.– para serem distribuídos gratuitamente aos membros da sociedade.
O Estado tem como função produzir bens e serviços sociais, estes são bens e serviços que não podem ser individualizados.
A sociedade contemporânea, constituída em torno da informação deve proporcionar em maior quantidade o que mais se deve valorizar numa democracia: igualdade e liberdade.




A política de igualdade incorpora a igualdade formal, segundo a qual todos são iguais perante a lei, uma conquista do período de constituição dos Estados Modernos. Seu ponto de partida é o reconhecimento dos direitos humanos e o exercício dos direitos e deveres da cidadania. A política da igualdade se expressa na busca da equidade.
Outra questão deve ser a forma ética de lidar com a esfera pública e privada. A distinção entre o público e o privado é um dos valores importantes da democracia. Para preserva-la, aos governantes devem tomar medidas do interesse geral, que beneficiam a comunidade. É ilegal. Antiético e ilegítimo legislar em causa própria, praticar abuso de poder ou utilizar recursos públicos para favorecer interesses particulares.





Atualmente no Brasil o direito de cidadania está sendo ameaçada, com as mudanças na política, com as novas medidas econômicas e sociais propostas beneficiando alguns grupos sociais privilegiados, que são os que detém maior poder aquisitivo, enquanto as camadas mais populares terem seus direitos limitados. 

Fonte:

  OLIVEIRA, Pérsio dos Santos. Introdução à Sociologia. Volume Único. 25ª ed. São Paulo, Ática. 2007.
 TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o ensino médio, volume único. 3. ed. São Paulo. Saraiva, 2013.

domingo, 25 de setembro de 2016

Questões comentadas da prova de sociologia.

            





1.    Atualmente, segundo o especialista em comunicação Marshall McLuhan afirmou que o mundo contemporâneo é uma “aldeia global”, a internet criou um novo espaço para o pensamento, para o conhecimento e para a comunicação.

A integração das redes de informação e do espaço virtual podemos chamar de:
a) unidade tecnológica
b) ciberespaço
c) espacialidade digital
d) sócio digital.

Resposta: Letra B.
 No enunciado vem o termo utilizado pelo o especialista em comunicação Marshall McLuhan “aldeia global”, situa o mundo contemporâneo e sua interligação com a maior rede de comunicação, que se tornou a internet, trazendo notícias e expressões variadas em tempo real e veloz, aproximando cada vez as pessoas de diferentes locais a assuntos diversos, formando uma conexão virtual, esse espaço é denominado de ciberespaço.

2.    O espaço virtual ganhou dimensões nas novas formas de comunicações em tempo real e em rede, onde pessoas estão conectadas compartilhando ideias, sentimentos, experiências e aprendizagem. Marque a alternativa INCORRETA:

a)    As novas tecnologias dos meios de comunicações atingem a sociedade de forma a mistificar e prender cada vez mais a atenção e o tempo das pessoas.
b)    Com o argumento de que atendem às necessidades das pessoas que desejam apenas entretenimento e diversão, não se preocupar com o caráter educativo ou cultural de quem consomem
c)    A verdadeira preocupação das empresas de comunicação é unicamente o respeito ao ser humano por meio da propaganda intensa.
d)    Eles criam o desejo e a necessidade de consumir, não importando a qualidade. 

Respostas: Letra C.
 A relação entre meios de comunicação e propaganda é obter um alcance nas vendas do produto e com isso cria-se uma ilusão da necessidade imediata de consumo. Portanto a visão é o lucro para as empresas e não as necessidades do ser humano.

3.    O conceito de hegemonia (palavra de origem grega que significa “supremacia”, “preponderância”) entende-se o processo pela qual uma classe dominante consegue que seu projeto seja aceito pelos dominados, desarticulando a visão de um mundo autônoma de cada grupo potencialmente adversário.
Segundo o pensador italiano Antônio Gramsci (1891 – 1937) uma classe se torna hegemônica:
a)    Quando além do poder coercitivo e policial, utiliza a persuasão, produz o consenso para convencer a maioria das pessoas.
b)    Utiliza os meios de comunicação de forma a respeitar as diferentes opiniões, sem impor ou convencer as pessoas.
c)    Não utiliza o poder coercitivo e apenas o convencimento que suas ideias estão corretas.
d)    Respeita as diversidades de todas as classes sociais.

Respostas: Letra A. 
Gramsci afirma que uma classe social para deter o poder e se tornar hegemônica vai utilizar do poder coercitivo e policial, como também a persuasão, provocando um consenso para convencer a maioria das pessoas a aceitar suas convicções.

4.    O sociológico francês Pierre Bourdieu (1930 – 2002) desenvolveu o conceito de violência simbólica para designar:
I.              Formas culturais que impõem e fazem com que aceitamos como normal, ou seja, a partir da naturalização da história, condições em que os fatos sociais, independentemente de ser bons ou ruins, passam a ser naturais e tornam-se uma “verdade” para a sociedade.
II.            É pela cultura, portanto, que as classes dominantes garantem o controle ideológico.
III.           Desenvolvem uma prática cuja a finalidade é manter o distanciamento entre classes sociais.
  
Marque a alternativa correta:
a)    Apenas I está correta.
b)    Apenas II  está correta.
c)    Apenas I e II estão corretas.
d)    Apenas II e III  estão corretas.
e)    Todas estão corretas
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Respostas: Letra E.  

É através das formas culturais que impõem e fazem com que aceitamos como normal certas atitudes e comportamentos sociais, que Pierre Bourdieu denominar de naturalização da história, condições em que os fatos sociais, independentemente de ser bons ou ruins, passam a ser naturais e tornam-se uma “verdade” para a sociedade. Sendo, portanto, pela cultura que as classes dominantes garantem o controle ideológico, desenvolvendo uma prática cuja a finalidade é manter o distanciamento entre classes sociais.

5.     A corrupção é encarada na sociedade como algo latente, causando uma situação de libertinagem social, segundo a psicanalista brasileira Maria Rita Kehl. Marque (V) verdadeira ou (F) Falsa.
a)      (     ) Um tema bastante discutido nos dias atuais é a corrupção, que sempre existiu nas estruturas governamentais, mas sempre procuram esconder da população. 
b)      (     ) Muitos são as denúncias do uso de recursos públicos e verbas para o favorecimento pessoal.
c)      (     ) A questão da corrupção no Brasil é de origem histórica e profunda e os exemplos na atualidade são os piores; no âmbito político, judiciários e das pessoas desonestas. 
d)      (     ) A frase do tipo “o jeitinho brasileiro”, onde quer levar vantagem em tudo, não podemos relacionar como uma forma de corrupção na nossa sociedade.

Respostas: V V V F. 
O termo libertinagem social é utilizado para representar as formas de corrupção que podem ser utilizadas pelas pessoas na sociedade, mas provocadas pelos exemplos de corrupção existentes nas classes sociais dominantes.

6.    De acordo com o texto sobre a sociabilidade contemporânea, regras e exceção não tem mais regras; podemos concluir que desde criança aprendemos que precisamos seguir regras para viver organizadamente em sociedade. Marque (V) verdadeira ou (F) falsa.

a)    (  ) Nos últimos tempos, as regras parecem ter-se tornado exceções e vice-versa. Mas a corrupção é uma exceção na nossa sociedade.
b)    (   )A corrupção que sempre existiu nas estruturas governamentais expôs-se a luz desde o governo Collor e gera uma situação de libertinagem social.
c)    (   )A libertinagem social não tem como causa as atitudes de corrupção existente pelos representantes do poder público.
d)    (   ) “Se dar bem” ou “é preciso levar vantagem em tudo” são frases tidas para autorizar os indivíduos a seguir os exemplos que “se os poderosos fazem, por que eu não posso fazer também?

Respostas: F V F V
Um tema bastante discutido nos dias atuais é a corrupção, que sempre existiu nas estruturas governamentais, mas sempre procuram esconder da população. Porém, podemos observar que na sociedade foi exposto, desde o governo Fernando Collor.
A questão da corrupção no Brasil é de origem histórica e profunda e os exemplos na atualidade são os piores; no âmbito político, judiciários e das pessoas desonestas. Sempre ouvimos a frase do tipo “o jeitinho brasileiro”, onde quer levar vantagem em tudo.




7.    Leia o pequeno texto do poema abaixo, qual o tema que o autor que expressar.

Eu, etiqueta 
Carlos Drummond de Andrade

Em minha calça está grudado um nome 
que não é meu de batismo ou de cartório, 
um nome... estranho. 
Meu blusão traz lembrete de bebida 
que jamais pus na boca, nesta vida. 
Em minha camiseta, a marca de cigarro 
que não fumo, até hoje não fumei. 
Minhas meias falam de produto 
que nunca experimentei 
mas são comunicados a meus pés. 
Meu tênis é proclama colorido 
de alguma coisa não provada 
por este provador de longa idade. 

a) Ao consumismo, entendido como um fator da sociedade capitalista.
 b) À moda jovem, da sociedade globalizada e das comunicações em rede em escala planetária.
 c) À vida nas metrópoles e nas cidades globais cujos habitantes usam um vocabulário estrangeiro para expressar o processo de globalização.
d) Às relações comerciais desiguais em escala planetária, em que os países pobres consomem produtos fabricados em diferentes lugares do globo
. e) Aos produtos expostos nas vitrines dos shopping centers das cidades brasileiras.

Respostas: Letra A.
Quando o poeta Carlos Drummond de Andrade expõe as diferentes formas de propaganda utilizada pelo individuo, retirando sua própria identidade para se tornar um símbolo do consumismo exagerado da sociedade capitalista.

8.    (UEL) “Tudo indica que o termo ‘indústria cultural’ foi empregado pela primeira vez no livro Dialética do esclarecimento, que Horkheimer [1895-1973] e eu [Adorno, 1903-1969] publicamos em 1947, em Amsterdã. (...) Em todos os seus ramos fazem se, mais ou menos segundo um plano, produtos adaptados ao consumo das massas (atingem grandes quantidades de pessoas) e que em grande medida determinam esse consumo”. (ADORNO, Theodor W. A indústria cultural. In: COHN, Gabriel (Org.). Theodor W. Adorno. São Paulo: Ática, 1986. p. 92.) Com base no texto acima e na concepção de indústria cultural expressa por Adorno e Horkheimer, é correto afirmar:
a) Os produtos da indústria cultural caracterizam-se por ser a expressão espontânea das massas.
 b) A quantidade, a diversidade e a facilidade de acesso aos produtos da indústria cultural contribuem para a formação de indivíduos críticos, capazes de julgar com autonomia.
c) A indústria cultural visa à promoção das mais diferentes manifestações culturais, preservando as características originais de cada uma delas.
d) A indústria cultural não valoriza a qualidade da arte ao transformar as obras artísticas em produtos voltados para o consumo das massas.

Resposta: Letra D.
A cultura de massa veio com o nascimento do século XX e dos novos meios de comunicação. O cinema, rádio e a televisão ganharam destaque e homogeneizaram os padrões da cultura. Produto de uma atividade econômica de larga escala, está vinculada inevitavelmente ao capitalismo industrial, acabando desta forma por oprimir as demais culturas e sem uma preocupação com a qualidade, buscando os gostos culturais da massa (atingir maior número de pessoas) para aumentar vendas. 

9.    O vídeo Ilha das Fores mostra a vida das pessoas, local onde era depositado o lixo e onde as pessoas da localidade sobreviveria dos restos de comidas jogados numa área em que havia uma criação de porcos. O dono dos porcos mandava seus empregados separar primeiro para os animais e em seguida era permitido aos humanos (crianças e mulheres) retirar os restos que sobrou dos porcos. De acordo com o texto, qual o tema principal que tratar o vídeo?

Resposta:  A questão relevante do documentário é mostrar e criticar às desigualdades sociais geradas pelo sistema capitalista.

10. O homem faz a sociedade ou a sociedade faz o homem? Explique esta questão baseado nas duas versões abaixo:
a)    Na música de Paulinho da Viola, “Chico Brito” (1996).

Resposta:  A sociedade faz o homem, pois Chico Brito  aparece na música como vítima de uma sociedade.

b)    Na música de Geraldo Vandré, “Pra não dizer que não falei das flores”(1968).

Resposta: O homem faz a sociedade, fica evidente na estrofe

“ Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”

sábado, 10 de setembro de 2016

Cultura e Ideologia



O conceito de hegemonia (palavra de origem grega que significa “supremacia”, “preponderância”) entende-se o processo pela qual uma classe dominante consegue que seu projeto seja aceito pelos dominados, desarticulando a visão de um mundo autônoma de cada grupo potencialmente adversário. A divulgação das ideias dominantes pode ser feita por instituições estatais ou privadas, tais como o sistema escolar, a igreja, os partidos políticos, os sindicatos e os meios de comunicação. As relações hegemônicas envolvem, portanto, uma prática de convencimento, de ensino e aprendizagem. 

Segundo o pensador italiano Antonio Gramsci (1891 – 1937), uma classe se torna hegemônica, além do poder coercitivo e policial, utiliza a persuasão, produz o consenso, que é desenvolvido mediante um sistema de ideias muito bem elaborado por intelectuais a serviço do poder, para convencer a maioria das pessoas.




A ideologia seria o espaço de dominação, que se estabelece além do uso legítimo da força do Estado, como também pelos aspectos moral e intelectual da sociedade baseados nos elementos culturais de cada povo.

Para Gramsci existe a possibilidade de um processo de contra hegemonia, desenvolvidos pelos intelectuais orgânicos, vinculados a classe trabalhadora, na defesa dos seus interesses. Utilizado outra forma de “pensar, agir e sentir” diferentes dos meios e ideais burgueses.







O sociológico francês Pierre Bourdieu (1930 – 2002) desenvolveu o conceito de violência simbólica para designar formas culturais que impõem e fazem com que aceitamos como normal, ou seja, a partir da naturalização da história, condições em que os fatos sociais, independentemente de ser bons ou ruins, passam a ser naturais e tornam-se uma “verdade” para a sociedade. É pela cultura, portanto, que as classes dominantes garantem o controle ideológico, desenvolvendo uma prática cuja a finalidade é manter o distanciamento entre classes sociais. Assim existiriam práticas sociais e culturas que distinguem a que classe social pertence, por exemplo os “cultos” dos “incultos”, isto representaria uma violência simbólica, ou seja, uma imposição que define quem tem ou não cultura.     
  


 TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o ensino médio. Volume Único. 3. ed. São Paulo. Saraiva, 2013.

A importância da comunicação

O principal meio de comunicação do ser humano é linguagem, os indivíduos atribuem significados aos sons. Através da linguagem podemos transmitir pensamentos e sentimentos aos nossos semelhantes, experiências e conhecimentos para as outras gerações.


Historicamente podemos situar outras formas de comunicações como a escrita, surgiu na mesopotâmia por volta de 4000 a. C.; a invenção da imprensa por Gutenberg, no século XV. Nos séculos XIX e XX assistimos à invenção do telégrafo, do telefone, do rádio, do cinema, da televisão, do telex, da comunicação por satélite, da internet.





Atualmente, segundo o especialista em comunicação Marshall McLuhan afirmou que o mundo contemporâneo é uma “aldeia global”, a internet criou um novo espaço para o pensamento, para o conhecimento e para a comunicação, chamado de ciberespaço.
O espaço virtual ganhou dimensões nas novas formas de comunicações em tempo real e em rede, onde pessoas estão conectadas compartilhando ideias, sentimentos, experiências e aprendizagem.





As novas tecnologias dos meios de comunicações atingem a sociedade de forma a mistificar e prender cada vez mais a atenção e o tempo das pessoas, justificam com o argumento de que atendem às necessidades das pessoas que desejam apenas entretenimento e diversão, sem se preocupar com o caráter educativo ou cultural de quem consomem. 



A verdadeira preocupação das empresas é unicamente o lucro e por meio da propaganda intensa, eles criam o desejo e a necessidade de consumir, não importando a qualidade.

 OLIVEIRA, Pérsio dos Santos. Introdução à Sociologia. Volume Único. 25ª ed. São Paulo, Ática. 2007.
TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o ensino médio, volume único. 3. ed. São Paulo. Saraiva, 2013.


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Corrupção - Regra e exceção não têm mais regras.

Um tema bastante discutido nos dias atuais é a corrupção, que sempre existiu nas estruturas governamentais, mas sempre procuram esconder da população. Porém, podemos observar que na sociedade foi exposto, desde o governo Fernando Collor.
http://nossapolitica.net/wp-content/uploads/2015/01/corrupcao.jpg


A corrupção é encarada na sociedade como algo latente, causando uma situação de libertinagem social, segundo a psicanalista brasileira Maria Rita Kehl descreve no seu artigo “A elite somos nós”, publicado no Jornal Folha de São Paulo, de 15 de janeiro de 2005, “os representantes dos interesses públicos (os políticos) autoriza definitivamente a delinquência no resto da sociedade ...  Estamos todos à deriva... É a lei do salve-se quem puder...”

O exemplo da corrupção é mostrado constantemente pelos meios de comunicações, muitos são as denúncias do uso de recursos públicos e verbas para o favorecimento pessoal.
A questão da corrupção no Brasil é de origem histórica e profunda e os exemplos na atualidade são os piores; no âmbito político, judiciários e das pessoas desonestas. Sempre ouvimos a frase do tipo “o jeitinho brasileiro”, onde quer levar vantagem em tudo.
O fato de existirem pessoas até ocupantes de cargos governamentais, que não cumprem as leis e normas na sociedade não significa que a maioria da população aja desta forma. Podemos questionar que tipo de sociedade queremos? Como mudar este tipo de comportamento?  Será que todas as pessoas querem “levar vantagem em tudo?”

Eneide Pedrosa.

Fonte bibliográfica: TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o ensino médio, volume único. 3. ed. São Paulo. Saraiva, 2013.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Ilhas das Flores uma abordagem sociológica.

O documentário Ilha das Flores (dezembro/ 1988) retrata um tema muito polêmico e uma abordagem reflexiva até os dias atuais. Vimos na história um relato de uma sociedade capitalista com traços bem marcantes de consumismo e desigualdade social, onde se destaca  a fome e a pobreza.
http://4.bp.blogspot.com/-IApHZu82nHM/T9FgHJ7LBKI
/AAAAAAAAAAk/jmOUStHd0z0/s1600/ilha-das-flores_curta.jpg


É uma produção de Mônica Schmiiedt, Giba Assis Brasil, Nôra Gulart e roteiro de Jorge Furtado. Um curta metragem apresenta a trajetória do tomate, deste a colheita, passando pela distribuição, consumo até ser destinado ao lixo. Todo esse processo dentro do sistema capitalista, onde o lucro e a desigualdade são marcante.
Neste contexto econômico, o vídeo mostra a vida das pessoas na Ilha das Fores, local onde era depositado o lixo e onde as pessoas da localidade sobreviveria dos restos de comidas jogados numa área em que havia uma criação de porcos. O dono dos porcos mandava seus empregados separar primeiro para os animais e em seguida era permitido aos humanos (crianças e mulheres) retirar os restos que sobrou dos porcos.


https://tse3.mm.bing.net/th?id=OIP.M9b55e2f58951f29513f3043f8abb4c30o0&pid=
15.1&P=0&w=230&h=167

A questão relevante do documentário é mostrar e criticar às desigualdades sociais geradas pelo sistema capitalista e a pobreza absoluta que se apresenta diante da ausência na época de políticas públicas para reduzir e solucionar questões de necessidades básicas da população. 
Os seres humanos estão no vídeo numa condição inferior, na busca de alimentos em um lixão, os porcos são prioridades vindo depois crianças e mulheres.
Várias questões podem ser analisadas, como o uso do dinheiro, o trabalho, o consumismo, o lixão, a liberdade do ser humano, a desigualdade social, a exclusão social, características marcantes do sistema capitalista. 

Eneide Pedrosa.
Vídeo Ilha das Flores -  https://www.youtube.com/watch?v=e7sD6mdXUyg